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O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira, 15, após passar dois dias preso nos Estados Unidos, onde está foragido das autoridades brasileiras.

Na segunda-feira, 13, Ramagem foi abordado por agentes do serviço de imigração, Immigration and Customs Enforcement (ICE), e ficou detido na cidade de Orlando, no estado da Flórida.

O nome do ex-parlamentar não consta mais nos registros de presos da região. As razões que levaram à soltura de Ramagem não foram divulgadas pelo órgão norte-americano.

Mais cedo, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro havia afirmado nas redes que Ramagem já estava em casa com a família.Ciro Gomes revela quem é seu candidato favorito para a Presidência da República
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Justiça aceita pedido de interdição do ex-presidente FHC

Ramagem é alvo de um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro às autoridades dos Estados Unidos.

No final de janeiro, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado federal foi entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.

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Prisão preventiva

Em novembro, Moraes decretou a prisão preventiva do ex-deputado. No mês seguinte, determinou que a Secretaria Judiciária do STF remetesse ao Ministério da Justiça os documentos necessários para a formalização do pedido de extradição. Uma semana depois, a pasta informou à Corte que havia solicitado ao Ministério das Relações Exteriores o encaminhamento do processo às autoridades norte-americanas.

O deputado não se encontra no Brasil desde setembro, mês em que ocorreu o julgamento do núcleo central dos atos golpistas. A rota utilizada para a saída teria sido terrestre e clandestina. Investigadores identificaram que Ramagem viajou de avião até Boa Vista (RR) — estado onde atuou como delegado da PF no passado — e, utilizando um carro alugado, cruzou a fronteira para um país vizinho, possivelmente Venezuela ou Guiana.

A situação de Ramagem se complicou perante as autoridades devido a inconsistências em suas atividades parlamentares. Para justificar sua ausência física em Brasília, o deputado apresentou à Câmara atestados médicos que cobriam os períodos de setembro a dezembro.

No entanto, a tentativa de ocultar a viagem falhou quando o próprio parlamentar solicitou à Câmara a ativação do serviço de roaming internacional em seu celular funcional para participar de votações remotamente. O pedido, alertou para o fato de que ele estaria exercendo o mandato fora do país, o que viola as regras da Casa, uma vez que não havia nenhuma missão oficial autorizada para ele no exterior.

Fuga

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), fugiu do país para evitar o cumprimento da pena de 21 anos de prisão pela suposta trama extremista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ele foi proibido pelo STF de sair do país. Segundo a Polícia Federal, Ramagem fugiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

No final do ano passado, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato de Ramagem. A Constituição determina que a Casa declare a perda do mandato de parlamentar em função de condenação criminal.

(Agência Brasil)

 

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