Ouvir notícia

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determine o depoimento da ativista venezuelana María Corina Machado em um inquérito que apura crimes contra a honra do presidente Lula (PT) por uma postagem relacionada à prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro. A petição foi protocolada nesta quinta-feira (11).

De acordo com Flávio, Corina “poderá realizar dois esclarecimentos muito importantes para a aferição do elemento subjetivo do Peticionário. Por um lado, poderá explicar os detalhes da relação estabelecida entre o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senhor Nicolás Maduro ao longo dos anos. Além disso, por outro lado, poderá melhor esclarecer os fatos pelos quais o Sr. Nicolás Maduro foi preso pelos Estados Unidos da América”.

Além dela, há o pedido para que Moraes peça à justiça americana uma cópia do processo que cuida da prisão de Maduro, bem como da oitiva do próprio Lula das seguintes pessoas:

  • Walter Joseph Clayton procurador dos Estados Unidos que indiciou Maduro;
  • Senador Sergio Moro (PL-PR);
  • Ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo);
  • Hilberto Mascarenhas, ex-executivo da Odebrecht;
  • Euzenando Prazeres de Azevedo, ex-presidente da Odebrecht na Venezuela;

“Vale dizer que, em depoimento prestado em sede de colaboração, o Sr. Euzenando já afirmou dois fatos que demonstram a importância de sua oitiva neste inquérito originário. De um lado, que o governo do Partido dos Trabalhadores financiou a construção do metrô de Caracas pela Odebrecht, concedendo generoso empréstimo ao governo da Venezuela no astronômico valor de US$ 691 milhões. De outro lado, que, contemporaneamente à construção do metrô, a Odebrecht doou US$ 35 milhões para a campanha presidencial do Sr. Nicolás Maduro, como candidato à vice-presidência da Venezuela na chapa com o Sr. Hugo Chávez”, relatou o senador.

Assim que Maduro foi preso, Flávio postou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (11) no âmbito do inquérito que investiga uma publicação feita por Flávio nas redes sociais.

Publicidade

Na ocasião, o senador compartilhou uma reportagem sobre a suposta reunião e afirmou que Lula seria “delatado”, associando o presidente a crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras. A defesa argumenta que novas diligências são necessárias para demonstrar que o parlamentar não teve a intenção de caluniar o chefe do Executivo.

O que achou disso? Clique em uma estrela para avaliar esta publicação!
[Total: 0 Média: 0]

Compartilhar
Deixe um comentário