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Comparecimento às urnas é uma das informações usadas pelo INSS para confirmar que o beneficiário está vivo. Quem não votar continua podendo ter a Prova de Vida realizada automaticamente por outras bases de dados
O comparecimento às urnas nas eleições pode ser utilizado como Prova de Vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida permite que o registro eleitoral seja aproveitado pelo instituto na verificação automática de que o titular de uma aposentadoria, pensão ou benefício assistencial continua vivo.
Segundo o INSS, o procedimento atualmente alcança cerca de 40 milhões de beneficiários ativos. A comprovação é feita prioritariamente por meio do cruzamento de informações disponíveis em diferentes bases de dados do governo, reduzindo a necessidade de deslocamento até uma agência ou instituição financeira.
A regra também vale para as Eleições 2026. O INSS confirmou que o comparecimento eleitoral é uma das informações consideradas no processo de Prova de Vida.
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
Quem votar precisa fazer outra Prova de Vida?
Em princípio, não para essa finalidade. O registro do comparecimento às urnas pode ser utilizado pelo INSS como um dos eventos capazes de comprovar a vivacidade do beneficiário.
Isso significa que o segurado que comparecer para votar não precisa fazer uma segunda comprovação de vida apenas porque realizou o procedimento eleitoral.
A utilização do registro eleitoral, porém, faz parte de um sistema mais amplo. O voto não é a única forma de comprovação, e quem não comparecer às urnas não fica automaticamente com a Prova de Vida pendente.
O INSS continua realizando o cruzamento de outras informações governamentais para verificar se existem registros recentes que demonstrem que o beneficiário está vivo.
Como funciona a Prova de Vida automática do INSS
O modelo atual foi criado para substituir a antiga necessidade de comparecimento periódico do beneficiário para realizar a comprovação presencial.
A partir das mudanças promovidas pela Lei nº 13.846/2019, o Estado passou a buscar de forma proativa informações capazes de confirmar a vivacidade do cidadão. A Portaria INSS nº 1.408/2022 estabeleceu, entre os critérios utilizados, a votação nas eleições.
O INSS utiliza o sistema SIRIS (Sistema de Registro de Interações Sociais) para reunir diferentes eventos relacionados ao cidadão e auxiliar na identificação de informações que possam comprovar sua vivacidade.
Entre os dados considerados atualmente estão:
- votação nas eleições;
- acesso ao Meu INSS com selo ouro;
- realização de empréstimo consignado com reconhecimento biométrico;
- atualização do CadÚnico, quando realizada pelo responsável familiar;
- recebimento do benefício com reconhecimento biométrico;
- emissão de documentos e outros registros de interação com serviços públicos.
A lista de eventos pode ser utilizada pelo sistema para realizar a verificação de forma automática.
O que acontece com quem não votar?
O beneficiário que não comparecer às urnas não perde o benefício automaticamente e também não precisa realizar imediatamente uma Prova de Vida apenas por não ter votado.
Isso ocorre porque o INSS utiliza diversas bases de dados para procurar outros registros que comprovem que a pessoa continua viva.
De acordo com o instituto, o beneficiário só é chamado para regularizar a situação quando o sistema não encontra informações suficientes para confirmar sua vivacidade.
Portanto, o voto deve ser entendido como uma das fontes de informação utilizadas pelo sistema, e não como a única maneira de realizar a Prova de Vida.
Dados das eleições já ajudaram milhões de beneficiários
A utilização das informações eleitorais já apresentou resultados em ciclos anteriores.
Segundo o INSS, em 2024, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou eventos eleitorais relacionados a 20.957.288 beneficiários.
Esses registros contribuíram para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida, segundo os dados divulgados pelo instituto.
O resultado reforça a estratégia de utilizar o cruzamento automático de informações para diminuir a necessidade de procedimentos presenciais.
É preciso votar em algum candidato específico?
Não.
A utilização do comparecimento eleitoral como informação para a Prova de Vida não depende da escolha de determinado candidato.
O objetivo é aproveitar o registro de que o eleitor compareceu à votação. A escolha feita na urna continua sendo uma decisão individual do eleitor e não tem relação com a comprovação de vida perante o INSS.
Nas Eleições 2026, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
Atenção a golpes envolvendo Prova de Vida
O INSS também alerta para golpes envolvendo falsas cobranças ou avisos de Prova de Vida.
Em agosto de 2026, o instituto informou que não envia SMS, WhatsApp ou e-mails solicitando dados pessoais ou pagamentos para evitar o corte de benefícios. Em setembro, o órgão voltou a alertar sobre criminosos que entram em contato com aposentados e pensionistas para pedir informações sob o pretexto de atualizar a Prova de Vida.
O beneficiário que receber uma mensagem suspeita não deve clicar em links desconhecidos nem fornecer senhas, documentos, dados bancários ou realizar transferências.
Em caso de dúvida, a orientação é procurar os canais oficiais do INSS, como o Meu INSS ou a Central 135.
Perguntas frequentes
Quem votar nas eleições terá a Prova de Vida feita automaticamente?
O registro do comparecimento eleitoral pode ser utilizado pelo INSS como uma das informações para confirmar a vivacidade do beneficiário.
Quem não votar terá o benefício suspenso?
Não. O voto é apenas uma das fontes utilizadas pelo INSS. O instituto continua cruzando outras bases de dados para encontrar registros que comprovem que o beneficiário está vivo.
Preciso votar em um candidato para ter a Prova de Vida?
Não. A utilização do dado eleitoral está relacionada ao comparecimento à votação, e não ao candidato escolhido.
A Prova de Vida ainda existe?
Sim. O que mudou foi a forma de realização. Atualmente, o INSS prioriza a comprovação automática por meio do cruzamento de dados governamentais.
O INSS pode pedir que eu faça a Prova de Vida?
Sim. Caso o sistema não encontre informações suficientes para confirmar a vivacidade do beneficiário, o cidadão poderá ser comunicado para realizar a comprovação.
O INSS manda mensagem por WhatsApp pedindo dados para Prova de Vida?
O Governo Federal utiliza comunicação oficial em determinadas situações, mas o INSS alerta que não solicita senhas, transferências de dinheiro ou dados pessoais por contatos suspeitos. Beneficiários devem utilizar o Meu INSS ou o telefone 135 para confirmar qualquer solicitação.
Fonte: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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