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Instituições interromperam atividades presenciais na sexta-feira (9) diante da piora da qualidade do ar; Defesa Civil recomendou evitar exposição à fumaça e utilizar máscaras PFF2 ou N95.

A fumaça que encobriu Manaus levou a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) a manter a suspensão das aulas presenciais na sexta-feira (9). A medida foi adotada pelo segundo dia consecutivo, diante dos níveis elevados de poluição atmosférica registrados na capital amazonense.

A decisão teve como objetivo reduzir a exposição de estudantes, professores e servidores à fumaça, que pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar problemas de saúde preexistentes. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos que exigem atenção especial.

Na sexta-feira, a Defesa Civil de Manaus emitiu alertas relacionados à piora da qualidade do ar e orientou a população a evitar a exposição à fumaça. Entre as recomendações estão reduzir atividades ao ar livre, evitar exercícios físicos em ambientes abertos e utilizar máscaras do tipo PFF2 ou N95 quando for necessário sair de casa.

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Qualidade do ar chegou a níveis considerados péssimos

A concentração de partículas finas, conhecidas como PM2,5, atingiu níveis preocupantes em Manaus. Segundo dados divulgados pela Defesa Civil e publicados pela Agência Brasil, a medição chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico no início da manhã de sexta-feira. Na noite anterior, foi registrado um pico de 200 microgramas por metro cúbico.

O sistema de monitoramento ambiental Selva, ligado à UEA, também registrou concentrações ainda mais elevadas em determinados momentos. As partículas PM2,5 são pequenas o suficiente para penetrar profundamente no sistema respiratório, o que aumenta os riscos associados à exposição prolongada.

A fumaça está relacionada às queimadas registradas no Amazonas. A dispersão dos poluentes também depende das condições meteorológicas, incluindo a intensidade e a direção dos ventos.

Como a fumaça pode afetar a saúde

A exposição à poluição provocada pela fumaça pode causar sintomas como:

  • Ardência e irritação nos olhos;
  • Tosse e irritação na garganta;
  • Nariz irritado e desconforto respiratório;
  • Falta de ar e agravamento de doenças respiratórias;
  • Piora de sintomas em pessoas com asma e outras doenças crônicas.

Para reduzir os riscos, a recomendação é permanecer em ambientes fechados sempre que possível, evitar esforço físico ao ar livre e manter a hidratação. Quando houver necessidade de sair, máscaras PFF2 ou N95 ajudam a filtrar partículas finas, desde que estejam bem ajustadas ao rosto.

Pessoas com falta de ar intensa, dor no peito ou agravamento importante dos sintomas devem procurar atendimento médico.

Quando as aulas serão retomadas?

A suspensão informada para sexta-feira (9) não significa, por si só, que as atividades presenciais continuarão interrompidas nos dias seguintes. A retomada depende de novas orientações de cada instituição e da avaliação das condições ambientais.

Estudantes e servidores devem acompanhar os comunicados oficiais da UEA, da Ufam e do Ifam para verificar eventuais mudanças no calendário, na realização de atividades remotas e no retorno aos campi.

Enquanto a qualidade do ar permanecer comprometida, a orientação das autoridades é reduzir o tempo de exposição à fumaça e seguir os alertas oficiais.

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