Ouvir notícia

Manaus (AM) — O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) analisou 84 conteúdos considerados suspeitos em pouco mais de 30 dias com auxílio de uma ferramenta de inteligência artificial GuaIA TRE-AM, utilizada para monitorar possíveis casos de desinformação e propaganda eleitoral irregular na internet.

O sistema, chamado GuaIA, começou a ser utilizado pelo TRE-AM em 16 de agosto de 2026, data de início da propaganda eleitoral, e integra as ações do Comitê de Enfrentamento à Desinformação (CED) do tribunal.

A tecnologia auxilia os servidores na identificação e triagem de publicações que podem envolver desinformação, imagens manipuladas, deepfakes, uso irregular de inteligência artificial, pesquisas e enquetes em desacordo com as regras eleitorais, além de outras possíveis irregularidades na propaganda eleitoral.

Um ponto importante é que os 84 conteúdos não representam 84 irregularidades comprovadas. O número corresponde a materiais suspeitos que foram analisados com auxílio da plataforma. Depois da triagem automatizada, os casos são avaliados por uma equipe do TRE-AM, que verifica o contexto e a veracidade das informações antes de decidir quais providências podem ser adotadas.

Publicidade

O que é a GuaIA usada pelo TRE-AM?

A GuaIA é uma plataforma desenvolvida pelo Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás (INF/UFG) em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).

Além do Amazonas, a ferramenta também é utilizada pelo TRE de Mato Grosso.

No Amazonas, o sistema passou a integrar o trabalho do Comitê de Enfrentamento à Desinformação durante as Eleições 2026. A ferramenta foi incorporada ao monitoramento realizado pela Justiça Eleitoral para aumentar a capacidade de identificar conteúdos que necessitem de verificação.

Quais redes sociais são monitoradas?

O monitoramento realizado com apoio da GuaIA abrange conteúdos publicados em diversas plataformas digitais.

Segundo o TRE-AM, estão incluídos:

  • Instagram;
  • Facebook;
  • YouTube;
  • X;
  • TikTok;
  • WhatsApp;
  • Telegram;
  • Reddit;
  • Threads;
  • Kwai;
  • Snapchat;
  • Discord.

A atuação ocorre tanto por meio do monitoramento ativo realizado pela equipe do tribunal quanto a partir de denúncias recebidas pelo aplicativo Pardal.

Isso permite que a Justiça Eleitoral tenha diferentes caminhos para identificar conteúdos potencialmente irregulares durante o período de campanha.

Como a inteligência artificial identifica conteúdos suspeitos?

A GuaIA funciona como uma ferramenta de triagem e apoio técnico.

Quando determinado conteúdo é considerado relevante para análise, o sistema produz uma avaliação preliminar relacionada aos níveis de desinformação e possível ilicitude.

A partir dessas informações, os servidores do TRE-AM fazem uma análise humana para verificar:

  • o conteúdo da publicação;
  • a veracidade da informação;
  • o contexto em que o material foi divulgado;
  • o possível impacto sobre o processo eleitoral;
  • e se existem elementos que indiquem alguma irregularidade.

O próprio tribunal ressalta que a inteligência artificial não decide automaticamente se uma publicação é verdadeira ou falsa.

O resultado apresentado pela ferramenta serve como apoio para a equipe responsável pela avaliação e para a elaboração de parecer técnico.

Imagens manipuladas e deepfakes estão entre os conteúdos analisados

Entre os materiais que aparecem com frequência no monitoramento estão imagens manipuladas, notícias inverídicas, conteúdos produzidos ou alterados com inteligência artificial, deepfakes, pesquisas e enquetes que podem não seguir as regras eleitorais.

O TRE-AM destaca que a preocupação não está apenas em uma informação ser falsa, mas também na possibilidade de determinado conteúdo provocar uma percepção distorcida sobre candidatos ou sobre a própria disputa eleitoral.

Em relação às enquetes, por exemplo, a equipe identificou situações em que determinadas candidaturas aparecem de forma parcial ou recebem destaque desproporcional.

Esse tipo de conteúdo pode influenciar a percepção do público sobre a disputa e, por isso, é submetido à análise da Justiça Eleitoral quando há indícios de irregularidade.

GuaIA não substitui a análise humana

A utilização de inteligência artificial pela Justiça Eleitoral não significa que um algoritmo esteja decidindo quais conteúdos podem permanecer na internet.

A tecnologia é utilizada como um filtro inicial, capaz de ajudar os servidores a localizar e organizar um volume maior de informações.

Depois dessa etapa, cabe à equipe do TRE-AM avaliar cada situação.

Segundo o tribunal, a ferramenta fornece elementos técnicos para que os servidores possam verificar se o material tem potencial para gerar desinformação ou afetar o processo eleitoral.

Essa distinção é importante porque uma classificação de risco produzida pela ferramenta não equivale a uma decisão judicial.

O que acontece quando uma irregularidade é identificada?

Caso a análise humana encontre indícios de irregularidade na propaganda eleitoral, o caso pode avançar para as providências previstas pela Justiça Eleitoral.

De acordo com o TRE-AM, uma das possibilidades é a formalização de uma Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral (NIP).

Dependendo das características e da gravidade da ocorrência, o conteúdo também pode resultar em outros encaminhamentos dentro da Justiça Eleitoral.

Portanto, existe uma sequência entre a identificação do conteúdo e eventual adoção de medidas:

monitoramento → triagem com IA → análise humana → verificação do contexto → identificação de indícios → encaminhamento adequado.

Pardal também recebe denúncias de eleitores

O monitoramento da GuaIA não é a única forma de a Justiça Eleitoral receber informações sobre possíveis irregularidades.

O eleitor pode utilizar o aplicativo Pardal, disponibilizado pela Justiça Eleitoral, para comunicar possíveis problemas relacionados à propaganda.

No Amazonas, o TRE-AM registrou 99 denúncias nos primeiros 15 dias de funcionamento do Pardal nas Eleições 2026, entre 16 e 30 de agosto.

A propaganda na internet foi a categoria com maior número de registros, com 27 denúncias. Carros de som, minitrios e trios elétricos tiveram 12 registros, enquanto propaganda irregular em bens particulares também somou 12.

O tribunal ressalta, entretanto, que uma denúncia representa uma possível irregularidade que ainda precisa ser verificada pela autoridade competente.

Como denunciar uma propaganda eleitoral irregular?

O eleitor que identificar uma possível irregularidade pode utilizar o aplicativo Pardal.

Ao fazer a denúncia, é importante fornecer o máximo possível de informações que permitam a verificação do caso, como:

  • fotografias;
  • vídeos;
  • links;
  • endereço ou localização;
  • descrição objetiva do ocorrido;
  • identificação do material ou da propaganda.

Quanto mais completas forem as informações apresentadas, maiores são as condições para que a Justiça Eleitoral consiga analisar a ocorrência.

O eleitor também pode acompanhar as estatísticas das denúncias registradas por meio do painel oficial do Pardal.

Fiscalização eleitoral foi ampliada no Amazonas

A utilização da GuaIA faz parte de uma estrutura mais ampla de fiscalização da propaganda eleitoral no Amazonas.

O TRE-AM também realiza ações presenciais em Manaus para orientar candidatos, partidos e apoiadores e identificar possíveis irregularidades.

Em agosto, equipes do tribunal realizaram patrulhamento preventivo em diferentes regiões da capital e encontraram situações envolvendo equipamentos sonoros e materiais de propaganda. Em determinados casos, as irregularidades foram corrigidas no próprio local após a orientação dos fiscais.

O tribunal afirma que a fiscalização deve observar o princípio da mínima interferência possível no debate democrático, priorizando ações preventivas e orientativas, sem deixar de adotar providências quando são identificadas condutas ilícitas.

Por que a fiscalização de conteúdos gerados por IA ganhou importância nas eleições?

A expansão de ferramentas capazes de produzir imagens, vídeos e áudios artificialmente aumentou a possibilidade de conteúdos manipulados circularem nas redes sociais durante períodos eleitorais.

Um deepfake, por exemplo, pode utilizar inteligência artificial para criar ou alterar a aparência ou a voz de uma pessoa, fazendo parecer que ela disse ou fez algo que não ocorreu daquela maneira.

Por isso, a identificação de conteúdos manipulados passou a exigir ferramentas capazes de analisar grandes volumes de publicações.

No caso do Amazonas, a GuaIA funciona como um recurso adicional para que os servidores possam encontrar materiais que precisam de uma avaliação mais detalhada.

A tecnologia, entretanto, não elimina a necessidade de análise jornalística, técnica ou jurídica do conteúdo.

Justiça Eleitoral também analisa contexto das publicações

Uma publicação não é analisada apenas pela existência de determinada palavra, imagem ou afirmação.

O contexto também pode ser determinante para a avaliação.

O TRE-AM informa que a equipe considera a veracidade da informação, o contexto da publicação e o possível impacto sobre o processo eleitoral antes de definir os encaminhamentos.

Isso significa que uma classificação automática não deve ser interpretada isoladamente como prova de uma infração.

A decisão sobre eventual irregularidade depende da análise realizada pela Justiça Eleitoral dentro dos procedimentos aplicáveis.

Eleições 2026: propaganda na internet está no radar da Justiça Eleitoral

A campanha eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto de 2026, quando passaram a ser permitidos os atos de propaganda eleitoral previstos na legislação.

No Amazonas, o TRE-AM também estruturou ações específicas de fiscalização da propaganda na internet e de enfrentamento à desinformação.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começou em 28 de agosto e está prevista até 1º de outubro de 2026.

Com o crescimento da circulação de conteúdo político nas redes sociais, a internet passou a ocupar uma posição central no monitoramento realizado pela Justiça Eleitoral.

O que o eleitor deve observar antes de compartilhar uma publicação?

A recomendação prática é verificar a informação antes de compartilhá-la, principalmente quando o conteúdo envolve candidatos, pesquisas eleitorais, supostas decisões da Justiça, vídeos aparentemente comprometedores ou imagens que parecem fora de contexto.

Alguns cuidados simples podem ajudar:

  1. verificar quem publicou o conteúdo;
  2. procurar a informação em fontes confiáveis;
  3. conferir a data da publicação;
  4. verificar se a imagem ou vídeo aparece em outros contextos;
  5. desconfiar de conteúdos que provoquem reação emocional imediata;
  6. não compartilhar informações eleitorais sem confirmação.

A presença de uma imagem, vídeo ou áudio aparentemente real não significa necessariamente que o conteúdo seja autêntico.

Perguntas frequentes sobre a GuaIA do TRE-AM

O que é a GuaIA?

A GuaIA TRE-AM é uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás, em parceria com o TRE-GO, utilizada pelo TRE-AM para auxiliar na identificação e triagem de conteúdos suspeitos durante as eleições.

A GuaIA decide se uma notícia é falsa?

Não. A ferramenta realiza uma análise preliminar e fornece elementos técnicos. A avaliação final depende da análise humana realizada pelas equipes da Justiça Eleitoral.

Quantos conteúdos o TRE-AM já analisou com a GuaIA?

Segundo o TRE-AM, 84 conteúdos suspeitos foram analisados em pouco mais de 30 dias desde o início da utilização da plataforma, em 16 de agosto de 2026. Esse número não significa que 84 irregularidades tenham sido comprovadas.

Quais redes sociais são monitoradas?

O monitoramento inclui Instagram, Facebook, YouTube, X, TikTok, WhatsApp, Telegram, Reddit, Threads, Kwai, Snapchat e Discord, segundo o TRE-AM.

O que acontece quando o TRE encontra uma possível irregularidade?

Depois da análise humana, o caso pode ser encaminhado para as providências cabíveis. Quando há indícios de irregularidade na propaganda eleitoral, pode ser formalizada uma Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral (NIP).

O eleitor pode denunciar propaganda eleitoral irregular?

Sim. O aplicativo Pardal permite registrar denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral. O TRE-AM recomenda fornecer fotos, vídeos, links, localização e uma descrição objetiva dos fatos.

O que é um deepfake?

É um conteúdo audiovisual manipulado ou criado com técnicas de inteligência artificial para fazer parecer que uma pessoa disse ou fez algo que não corresponde necessariamente à realidade.

A GuaIA é usada somente no Amazonas?

Não. A plataforma foi desenvolvida pelo INF/UFG em parceria com o TRE-GO e também é utilizada pelo TRE de Goiás e pelo TRE de Mato Grosso, além do uso pelo TRE-AM informado pelo tribunal.

Como você se sentiu com os fatos noticiados ?

Triste      Amei      Feliz     Indignado    Surpreso

😔 833😍 8130😂 27166🤬 5040😲 11413

 

Compartilhar

1 comentário

  1. Whaat i ddo nott realiae iis iif truuth bee told hoow you’re no longsr reallly much moe
    smartly-preferred tan you may bee rightt now. You aree soo intelligent.
    You recovnize therefoe coknsiderably in thhe cqse
    of this topic, made mme iin my opinion consixer it frkm soo many numerous angles.
    Its likke meen andd womern aren’t intereested until
    it’s onne thhing tto do wkth Girl gaga! Your
    perrsonal stuffs great. At all tjmes mainain iit up!
    xnxx

Deixe um comentário